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Missionário Consagrado VD

Não foi eu que O escolhi, Foi Ele que me escolheu!

O meu nome é Arturo Noé Enciso Rodríguez, sou missionário mexicano. Nasci no seio de uma família muito católica.

 

Foi na minha adolescência que conheci os missionários, a maneira como viviam e como falavam de Jesus impactou-me muito. Não falavam em teorias ou conceitos, falavam de Jesus como se tivessem estado com Ele pela manhã a tomar o pequeno-almoço!

 

Foi numa convivência que tive um encontro com Jesus. Naquele momento, a sós com Jesus, foi a primeira vez que escutei a Sua voz. Começou a falar-me dos meus amigos, dos meus companheiros de escola, da situação da minha aldeia... E, escutei no fundo do meu coração: "Posso devolver-lhes a vida. Noé, Eu quero que vivam! A quem enviarei?" Eu com ingenuidade e com mais ousadia do que consciência respondi-lhe: "Amigo, eu Te levarei a eles". Realmente, eu não sabia o que dizia mas, Jesus tomou a sério aquelas palavras de um adolescente.

 

Oito meses depois convidaram-me a ir a um retiro de oração em silêncio e num momento de oração à frente do sacrário, escutei que Jesus me convidava a levantar o olhar e a contemplar os campos prontos para a colheita mas, voltava a dizer-me: “Quem irá? A quem enviarei?” Experimentei naquele momento que Jesus não me pedia já só que o levasse aos outros em certos momentos, em atividades pontuais mas, que me pedia toda a minha vida.

 

O que senti primeiro foi muito medo, não sabia que responder, nunca havia imaginado estar numa situação assim. Nesses momentos sentia muita confiança com Jesus e disse-lhe: “Não. Eu não quero ser missionário. Somos amigos mas, não me peças isso, eu levo-Te onde quiseres mas, como eu quero”. Ao fim de dois dias de indecisão reconheci que havia dentro de mim um fogo tão grande que, ainda que quisesse apaga-lo, não podia. Não podia apagar aquela chama que Jesus havia acendido em mim; então a alegria foi mais forte que os meus medos e as minhas resistências, fui à capela ter com Jesus, dei um abraço ao crucifixo e disse-lhe “Sim, sim quero. Aqui estou, envia-me”. A alegria e a liberdade que experimentei naqueles momentos eram indescritíveis.

 

A consciência de que “não fui eu que O escolhi mas, foi Ele que me escolheu” tem-me acompanhado todos estes anos. Aqui, encontro a garantia da minha vocação: Ele amou-me e chamou-me primeiro, antes de eu o saber, o pensar ou o querer. Foi o seu amor primeiro que arrancou o meu sim, um sim que hoje é uma resposta definitiva.

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